domingo, 19 de julho de 2009

Jesus e Hillel II

"Pai, Perdoa-lhes pois não sabem o que fazem." (Jesus Cristo)

O Autor continua a impossível comparação entre Jesus e Hillel, como este mesmo diz "é a semelhança de um pirilampo ao Sol"...

Boa Leitura!

Uma vez um Pagão veio à casa de Shammai e prometeu um prosélito se ele conseguisse ensinar toda a Lei, enquanto ele ficasse em pé só com uma perna. Shammai ficou zangado e expulsou-o com um pão. O pagão foi com o mesmo pedido ao Rabino Hillel, que nunca perdera a sua mansidão, recebeu-o cortesmente e deu-lhe, enquanto este ficasse em pé só com uma perna, a seguinte resposta eficaz:
“Não faças ao teu próximo o que é desagradável para ti. Esta é toda a lei, tudo o resto são comentários: vai e faz isso.” (ver Delitzsch, pag. 17; Ewald, vol. 31, Comp. IV. 270).
Esta é a palavra mais sábia de Hillel e compara-se com a de Jesus. Mas
1 – É apenas a expressão negativa do preceito positivo do Evangelho, “Deves amar o teu próximo como a ti mesmo”, e a regra de ouro, “Façam aos outros aquilo que gostariam que fizessem a vocês”. (Mat. 7:12; Lucas 6:31). Existe uma grande diferença entre não fazer nenhum mal, e fazer o bem. O primeiro é compatível com o egoísmo e com todos os pecados que não atingem o próximo. O Salvador, apresentando a benevolência de Deus (Mat. 7:11) como guia do nosso dever, dirigindo-nos a fazer todo bem que pudermos ao nosso próximo, e o próprio Deus define o maior exemplo de auto-negação ao sacrificar a sua vida pelos pecados.
2. É indissociável com a maior lei, a do supremo amor a Deus, sem o qual pudemos amar verdadeiramente o nosso próximo. “Nestes dois mandamentos, juntos e inseparáveis, está resumida toda a Lei e os Profetas” (Mat. 22:37-40).
3. Similares provérbios são encontrados muito antes de Hillel, não apenas no Pentateuco e no livro de Tobith 4:15: (o) misei ' “mhdeni; poihvsh/”, “Não faças isso a nenhum Homem que odeias”, mas substancialmente, mesmo entre os Pagãos (Confúcio, Buda, Heródoto, Sócrates, Séneca, Quintiliano), mas sempre na forma negativa, ou com uma referência a um caso particular ou classe; e. g. Sócrates ad Demonic. C. 4: “Ser tal para teus Pais, como deveis rezar que os teus filhos serão para ti mesmo;” e o mesmo em Aeginet. C. 23: “Que tu sejas um tal Juiz para mim, como desejarias obter um para ti.” Ver Wetstein em Mat. 7:12 (Nov. Test. I. 341 sq.). Paralelamente para estas e outras máximas bíblicas foram reunidos em número considerável desde o Talmude e os clássicos por Lightfoot, Grotius, Werstein, Deutsch, Spiess, Ramage, mas o que são em comparação com o Sermão da Montanha? Além disso, si duo idem dicunt, non est idem. Quanto ao paralelismo Rabínico, é preciso lembrar que eles não estavam autorizados a escrever antes do segundo século, e que, diz Delitzsch (Ein Ta gin Capernaum, p. 137), “não poucos provérbios de Cristo, circulavam por Judeus Cristãos, reaparecendo anonimamente ou sob nomes falsos no Talmude e Midrashim”.
4. Nenhuma quantidade de palavras sábias desanexadas, constitui um sistema orgânico de ética, mais do que um monte de blocos de mármore constitui um palácio de mármore ou templo; e o melhor sistema ético é incapaz de produzir uma Vida Santa, e é inútil sem Ela.
Podemos admitir sem hesitação que Hillel era “o maior e melhor de todos os fariseus” (Ewald), mas ele era muito inferior ao João Baptista, e compará-lo com Cristo é pura cegueira e loucura. Ewald convida essa comparação “absolutamente perversa” (grundverkehrt, v 48). Farrar observa que a distância entre Hillel e Jesus é “uma distância imensurável, e a semelhança do seu ensino ao de Jesus é a semelhança de um pirilampo ao Sol” (II. 455). “ As fundamentais tendências dos dois”, diz Delitzsch (p. 23), “são tão amplamente diferentes tal como ele e a Terra, o de Hillel é legalista, casuística, e nacionalista, a de Jesus é universalmente Religiosa, moral e Humana. Hillel vive e se move no exterior, Jesus no Espírito da Lei.” Ele nem sequer foi um reformador, como Geiger e Friedlander diziam, para quê apresentavam provas, que eram meras ninharias de interpretação, e não implicam qualquer novo princípio ou ideia.
Visto como mero Professor Humano, a originalidade absoluta de Jesus consiste no presente, “que suas palavras tocaram os corações de todos os Homens em todas as idades, e regeneraram a vida Moral de todo o Mundo” (Farrar, II. 454). Mas Jesus é muito mais do que um Rabino, mais que um Sábio ou Santo mais que um reformador, mais que um benfeitor, ele é o autor da verdadeira Religião, o Profeta, Sacerdote e Rei, o Renovador, o Salvador do Homem, o fundador de um Reino Espiritual tão vasto como o Homem e tão longo como a eternidade.

2 comentários:

  1. gostei de mais desse comentário.
    gastaria de receber novidades em meu e-mail.
    fiquem com Deus

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  2. Comprar Hillel e Jesus (ou Jesus e Hillel), de fato não é possível.
    Se alguém compara Jesus e Hillel, eu acredito que esteja analisando Jesus como um homem , pois assim que os Judeus (e muitos outros) entendem Jesus. Na minha opinião há existe demérito nenhum em ver Jesus como um homem, muito pelo contrário, pois é fácil para um Deus fazer tudo aquilo que Jesus fez, porém para um ser humano fazer toda essa revolução é muito difícil, é muito mérito.
    Nesse texto o Sr. afirma que Hillel ensina a não fazer o mal e Jesus ensina a fazer o bem. De fato o ensinamento de Jesus vai muito além, mas eu lhe pergunto: Nós cristãos, seguidores de Jesus Cristo, aplicamos em nossas vidas qual ensinamento? O de Hillel ou o de Jesus? A maioria de nós, meu caro, não conseguimos seguir nem a Hillel, nós ainda fazermos muito mal ao próximo. Se nós assimilarmos a pensamento de Hillel, já será um grande salto.
    Jesus e Hillel falaram no próximo, mas quem é o próximo? Seu irmão consangüíneo, seu irmão da igreja, seu colega de trabalho, seu inimigo? Seria um grande assunto para uma postagem sua!

    Para terminar:
    1) Defendendo Hillel, para ser comprado com Jesus mesmo que a distância seja muito grande, é por que o cara não é Fraco!
    2) Para pensarmos:
    O Judaismo é fundamentado na Lei de Moisés e nas revelações e estudo dos profetas - Todos foram homens.
    O Islã é fundamentado em Maomé, um homem.
    O Cristianismo é fundamentado nos ensinamentos de Jesus Cristo, o filho de Deus ou o próprio Deus.
    Isso é motivo de mérito ou demérito? É por que somos melhores ou muito piores que os nossos irmãos Judeus e Muçulmanos?

    Fiquem na Paz!

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