sábado, 17 de outubro de 2009

Capítulo III - A Idade Apostólica

"Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe com coração contente o teu vinho, pois já Deus se agrada das tuas obras." (Eclesiastes 9:7)

Acabámos o II Capítulo - Jesus Cristo, e iremos começar a Idade Apostólica, um dos momentos mais importantes na História Cristã, no qual um grupo de Pessoas humildes, pobres e iletrados, que são designados pelo nome Apóstolos, testemunharam a Ressurreição de Cristo e conquistaram o Mundo derramando o seu Próprio Sangue, imitando o seu Mestre. É um dos momentos fulcrais para compreender o Cristianismo e a História do Mundo, e a História contemporânea!

Tal como os anteriores, só inserirei nas postagens, o texto, as fontes, notas, e outras informações, podem visualizar directamente no site, donde eu estou a traduzir.
http://www.ccel.org/s/schaff/history/1_ch03.htm

Que Nossa Senhora abençoe este meu Trabalho como também os leitores!

sábado, 10 de outubro de 2009

Concessões Notáveis

Aqui o último capítulo dedicado à ressurreição, tem algumas partes que não traduzi porque estão numa língua que eu não conheço, já agora acho que é Alemão!

“Porque Ele vive e vive para sempre”

Boa Leitura!

Os mais capazes defensores da teoria da visão, são movidos contra o seu desejo e vontade de admitir algumas inexplicáveis realidades objectivas nas visões do Cristo Ressuscitado ou como a sua Ascensão.
Dr. Baur, de Tubingen (d. 1860), o grande crítico entre os historiadores da igreja, cépticos, e Líderes da escola Tubingen, finalmente conclui (como afirma na edição revista da sua História da Igreja dos primeiros três séculos, publicado pouco antes da sua morte, 1860), “nada, somente o milagre da ressurreição poderia dispersar as dúvidas que ameaçavam conduzir a Fé em si mesma a eterna noite da morte” (Nur das Wunder der Auferstehung konnte die Zweifel zerstreuen, welche den Glauben selbst in die ewige Nacht des Todes verstossen zu müssen schienen). Geschichte der christlichen Kirche, I. 39. É verdade que ele acrescenta que a natureza da própria Ressurreição reside fora da investigação histórica ("Was die Auferstehung an sich ist, liegt ausserhalb des Kreises der geschichtlichen Untersuchung"), mas também, que “para a Fé dos discípulos a Ressurreição de Jesus se tornou a mais sólida e mais irrefutável certeza. Nesta Fé unicamente o Cristianismo caminhou firmemente para o seu desenvolvimento histórico. (In diesem Glauben hat erst das Christenthum den festen Grund seiner geschichtlichen Entwicklung gewonnen.) O que a história exige como condição prévia necessária de tudo o que segue não é tanto o facto da própria Ressurreição [?] como a Fé no facto. Em qualquer Luz, podemos considerar a Ressurreição de Jesus, quer como um verdadeiro milagre objectivo ou como um subjectivo psicológico (als ein objectiv geschehenes Wunder, oder als ein subjectiv psychologisches), mesmo que concedamos a possibilidade de tal milagre, nenhuma análise psicológica consegue penetrar o processo espiritual interior pelo a qual a consciência céptica dos Discípulos na morte de Jesus Cristo foi transformada em uma crença da Ressurreição… Devemos descansar satisfeitos com isto, que para eles a Ressurreição de Cristo foi um facto da sua consciência, no qual para eles todos foi na realidade um histórico evento.” (Ibid., pp. 39, 40).
A conclusão notável de Baur relativamente à conversão de S. Paulo (Ibid., pp. 44, 45) que iremos analisar no seu devido lugar.
Dr. Ewald, de Gottingen (d. 1874), o grande orientalista e historiador de Israel, antagónico a Baur, é igual em profundos e corajosos estudos, independente, muitas vezes arbitrariamente crítico, mas superior em simpatia religiosa com o génio da Bíblia, descreve a ressurreição de Cristo na História da Idade Apostólica (Gesch. des Volkes Israel, vol. VI. 52 sqq.), em vez da vida de Cristo, resolve-a em puramente espiritual, embora logo continuou com manifestações do céu. No entanto ele faz uma declaração forte (p. 69) que “não há nada mais certo do que historicamente Cristo Ressuscitou dos mortos e apareceu Ele próprio, e que essa sua visão foi inicio da sua nova Fé e do trabalho Cristão. "Nichts steht geschichtlich fester," he says, "als dass Christus aus den Todten auferstanden den Seinigen wiederschien und dass dieses ihr wiedersehen der anfang ihres neuen höhern glaubens und alles ihres Christlichen wirkens selbst war. Es ist aber ebenso gewiss dass sie ihn nicht wie einen gewöhnlichen menschen oder wie einen aus dem grabe aufsteigenden schatten oder gespenst wie die sage von solchen meldet, sondern wie den einzigen Sohn Gottes, wie ein durchaus schon übermächtiges und übermenschliches wesen wiedersahen und sich bei späteren zurückerinnerungen nichts anderes denken konnten als dass jeder welcher ihn wiederzusehen gewürdigt sei auch sogleich unmittelbar seine einzige göttliche würde erkannt und seitdem felsenfest daran geglaubt habe. Als den ächten König und Sohn Gottes hatten ihn aber die Zwölfe und andre schon im leben zu erkennen gelernt: der unterschied ist nur der dass sie ihn jetzt auch nach seiner rein göttlichen seite und damit auch als den über den tod siegreichen erkannt zu haben sich erinnerten. Zwischen jenem gemeinen schauen des irdischen Christus wie er ihnen sowohl bekannt war und diesem höhern tieferregten entzückten schauen des himmlischen ist also dock ein innerer zusammenhang, so dass sie ihn auch jetzt in diesen ersten tagen und wochen nach seinem tode nie als den himmlischen Messias geschauet hätten wenn sie ihn nicht schon vorher als den irdischen so wohl gekannt hätten."
DR. KEIM, de Zurique (d. em Giessen, 1879), um aluno independente de Baur, e autor da mais elaborada e preciosa obra da vida de Cristo, que as escolas crítico liberais têm produzido, depois de terem dado todas as possíveis vantagens para a visão mítica da ressurreição, confessa que é, afinal, uma mera hipótese e falha para explicar o ponto principal. Ele diz (Geschichte Jesu von Nazara, III. 600): "Nach allen diesen Ueberlegungen wird man zugestehen müssen, dass auch die neuerdings beliebt gewordene Theorie nur eine Hypothese ist, welche Einiges erklärt, die Hauptsache nicht erklärt, ja im Ganzen und Grossen das geschichtlich Bezeugte schiefen und hinfälligen Gesichtspunkten unterstellt. Misslingt aber gleichmässig der Versuch, die überlieferte Aufs Auferstehungsgeschichte festzuhalten, wie das Unternehmen, mit Hilfe der paulinischen Visionen eine natürliche Erklärung des Geschehenen aufzubauen, so bleibt für die Geschichte zunächst kein Weg übrig als der des Eingeständnisses, dass die Sagenhaftigkeit der redseligen Geschichte und die dunkle Kürze der glaubwürdigen Geschichte es nicht gestattet, über die räthselhaften Ausgange des Lebens Jesu, so wichtig sie an und für sich und in der Einwirkung auf die Weltgeschichte gewesen sind, ein sicheres unumstössliches Resultat zu geben. Für die Geschichte, sofern sie nur mit benannten evidenten Zahlen und mit Reihen greifbarer anerkannter Ursachen und Wirkungen rechnet, existirt als das Thatsächliche und Zweifellose lediglich der feste Glaube der Apostel, dass Jesus auferstanden, und die ungeheure Wirkung dieses Glaubens, die Christianisirung der Menschheit". Na p. 601 ele expressa a convicção “que era o Cristo vivo e crucificado que, não como ressuscitado, mas sim como um Divinamente glorificado (als der wenn nicht Auferstandene, so doch vielmehr himmlisch Verherrlichte), deu visões aos seus Discípulos e revelou-se ele próprio para a sua Igreja”. Em sua última palavra sobre o grande problema, Keim, em vista ao esgotamento e falhanço da explicação natural, chega à conclusão, que deve, ou, com o Dr. Baur, humildemente confessar ignorância, ou regressar à fé dos Apóstolos que “viram o Senhor” (João 20:25). Ver a terceira e última edição da sua abreviada Geschichte Jesu, Zürich, 1875, p. 362.
DR. Schenkel, de Heidelberg, que em seu Charakterbild Jesu (terceira ed. 1864, pp. 231 sqq.) tinha adoptado a teoria visão numa forma mais elevada como puramente espiritual, embora verdadeira manifestação do Céu, confessa em seu último trabalho, Das Christusbild der Apostel (1879, p. 18) a sua incapacidade para resolver o problema da Ressurreição de Cristo, e diz: "Niemals wird es der Forschung gelingen, das Räthsel des Auferstehungsglaubens zu ergründen. Nichts aber steht fester in der Geschichte als die Thatsache dieses Glaubens; auf ihm beruht die Stiftung der christlichen Gemeinschaft ... Der Visionshypothese, welche die Christuserscheinungen der Jünger aus Sinnestäuschungen erklären will, die in einer Steigerung des ’Gemüths und Nervenlebens’ ihre physische und darum auch psychische Ursache hatten,... steht vor allem die Grundfarbe der Stimmung in den Jüngern, namentlich in Petrus, im Wege: die tiefe Trauer, das gesunkene Selbstvertrauen, die nagende Gewissenspein, der verlorne Lebensmuth. Wie soll aus einer solchen Stimmung das verklärte Bild des Auferstandenen hervorgehen, mit dieser unverwüstlichen Sicherheit und unzerstörbaren Freudigkeit, durch welche der Auferstehungsglaube die Christengemeinde in allen Stürmen und Verfolgungen aufrecht zu erhalten vermochte?"

sábado, 3 de outubro de 2009

A Ressurreição de Cristo V

"Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo." (1 Cor. 15:22)

Boa Leitura!

4. A TEORIA VISÃO. Cristo ressuscitou apenas na imaginação dos seus amigos, no qual confundiram um sonho ou uma visão subjectiva da realidade, e desse modo foram incentivados a proclamar a sua fé na Ressurreição com o risco de morte. O seu desejo era conceber uma Fé, a sua Fé concebeu um facto, e a Fé, uma vez iniciada, espalhou-se com o poder de uma epidemia religiosa de pessoa para pessoa de lugar para lugar. A sociedade Cristã forjou o milagre pelo seu intenso amor a Cristo. Desta forma, a ressurreição não pertence de forma nenhuma à história de Cristo, mas à vida interior dos seus discípulos. É apenas a personificação do renascer da sua Fé.
Esta hipótese foi inventada por um adversário pagão no segundo século e logo enterrada, mas renasceu para nova vida no século XIX, e espalhou-se como uma epidemia entre cépticos críticos na Alemanha, França, Holanda e Inglaterra221.
Os defensores desta hipótese, apelam em primeiro lugar e principalmente para a visão de São Paulo a caminho de Damasco, o que ocorreu alguns anos mais tarde, e está, no entanto, colocada ao nível da forma das aparências que ocorria com os apóstolos (1 Cor. 15:8), ao lado de supostas analogias na história do misticismo religioso e entusiástico, como as visões individuais de São Francisco de Assis, a Dama de Orleães, Santa Teresa (que acreditava que Ela tinha visto Jesus em pessoa, com os olhos da alma mais distintamente do que ela poderia ter visto Ele com os olhos do corpo), Swedenborg, mesmo Maomé, e as visões colectivas dos Montanists na Ásia Menor, o Camisards em França, a espectral ressurreição do mártir Thomas à Becket de Canterbury e Savonarola de Florença na excitada imaginação dos seus admiradores, e as aparições da Virgem Imaculada em Lourdes222.
Ninguém negará que fantasias subjectivas e impressões são muitas vezes confundidas com realidades objectivas. Mas, com a excepção do caso de São Paulo, que se deve considerar em seu devido lugar, e que acaba por ser, mesmo, de acordo com admissão dos líderes dos cépticos críticos, um poderoso argumento contra a teoria mítica ou visionária, essas supostas analogias são totalmente irrelevantes, pois, para não falar de outras diferenças, elas foram isoladas e um fenómeno que passou sem deixar marcas na história, enquanto a Fé na Ressurreição de Cristo revolucionou o mundo inteiro. Deve portanto, ser tratado em seus próprios méritos, como um caso único no total.
(a) O primeiro argumento contra a natureza da teoria visão, e em favor da realidade objectiva é o túmulo vazio de Cristo. Se ele não ressuscitou, o seu corpo deve ter sido removido ou permanecido no túmulo. Se removido pelos discípulos, seriam culpados de uma deliberada falsidade na pregação da ressurreição e, em seguida, a hipótese da teoria visão explodia na teoria da fraude. Se removido pelos inimigos, então estes inimigos tinham a melhor evidência contra a ressurreição, e não teriam falhado na seu objectivo e, portanto, para expor a blasfémia dos discípulos. O mesmo é verdade, se o corpo tivesse permanecido no túmulo. Os assassinos de Cristo certamente não perderiam esta oportunidade de destruir a própria fundação da seita odiada.
Para escapar desta dificuldade, Strauss remove a origem da ilusão para fora da Galileia, mesmo se os Discípulos fugiram, mas isto não ajuda a questão, eles voltaram para dentro de algumas semanas a Jerusalém, onde encontrámos todos eles na assembleia no dia do Pentecostes.
Este argumento é fatal mesmo para a hipótese mais condescendente, que admite uma manifestação espiritual de Cristo no céu, mas nega a ressurreição do corpo.
(b) Se Cristo realmente não Ressuscitou, então as palavras que Ele falou a Maria Madalena, para os discípulos de Emaús, ao duvidoso Tomé, a Pedro no lago de Tiberias, a todos os discípulos no Monte da Oliveira, foram igualmente piedosas ficções. Mas quem pode acreditar que palavras de tal dignidade e majestade, tão merecidas no solene momento da partida para o trono da glória, tal como o mandamento de pregar o Evangelho a toda a criatura, para baptizar as nações em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo, e a promessa de estar com os seus discípulos até ao fim dos tempos, promessa perfeitamente verificada na experiência quotidiana da Igreja, como poderia proceder de sonhadores que enganavam-se a si próprios entusiasticamente ou fanáticos loucos ou qualquer mais do que o Sermão da Montanha ou a oração Sacerdotal! E quem, com alguma coisa de sentido histórico, pode supor que Jesus nunca institui o baptismo, que tem sido realizado em seu nome desde o dia do Pentecostes, e que, como a celebração da Ceia do Senhor, testemunha-o todos os dias em que o Sol nasce e põe!
(c) Se as visões da Ressurreição foi o produto de uma imaginação excitada, é inexplicável que elas tenham cessado subitamente no quadragésimo dia (Actos 1:15), e não ocorrerem a qualquer um dos discípulos mais tarde, com a única excepção de Paulo, que expressamente representa a visão de Cristo como “a última”. Mesmo no dia de Pentecostes Cristo não apareceu a Eles, mas, de acordo com a sua promessa “ o outro Paráclito” desceu sobre Eles; O Estevão viu Cristo no Céu, não na Terra.223
(d) A principal objecção à teoria da visão, é a sua intrínseca impossibilidade. Isso torna a mais exorbitante reivindicação sob a nossa credulidade. Obriga-nos a acreditar que muitas pessoas, individuais e colectivas, em diferentes épocas, e em diferentes lugares, de Jerusalém a Damasco, tiveram a mesma visão o mesmo sonho, desde mulheres no sepulcro aberto no inicio da manhã, Pedro e João e logo depois, os dois discípulos caminhando para Emaús à tarde do dia da ressurreição, os Apóstolos reunidos de noite, na ausência de Tomé, de novo no seguinte Dia do Senhor, na presença do céptico Tomé, aos sete Apóstolos no lago de Tiberias, em uma ocasião a quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda estavam vivos quando Paulo relatou o facto e, em seguida, Tiago, o irmão do Senhor, que anteriormente não acreditava nele, outra vez aos Apóstolos no Monte da Oliveira na Ascensão, e finalmente ao determinado, forte de espírito e perseguidor a caminho de Damasco, e a todos os Homens e Mulheres em todas essas diferentes ocasiões, que vaidosamente imaginaram que viram e ouviram o mesmo Jesus, em forma corporal, e que por esta visão onde todos se fundamentaram, ergueram-se de uma só vez a partir da mais profunda escuridão em que a crucificação do Senhor os tinha deixado, para a mais audaciosa Fé e mais forte Esperança que impeliu-os a proclamar o Evangelho e a Ressurreição desde Jerusalém a Roma para o fim das suas vidas! E essa ilusão dos primeiros Discípulos criou a maior revolução não só nas suas próprias opiniões e de conduta, mas entre os Judeus e Gentios e na subsequente história da Humanidade! Esta ilusão, no qual esperam que nós cremos, esses não crentes, deu à luz o mais real e o mais poderoso de todos os factos, a Igreja Cristã que durou estes dezoito séculos e hoje está espalhado por todo o mundo civilizado, abrangendo mais membros do que nunca, e exercendo um poder moral do que todos os Reinos e todas as outras Religiões combinadas!
A teoria da visão, em vez de se livrar do milagre, apenas muda-o de facto para ficção, criando uma vazia desilusão mais poderosa do que a verdade, ou tornando toda a própria História numa delírio. Antes que possamos argumentar a Ressurreição de Cristo, como fora da História, devemos discutir a existência dos Apóstolos e o próprio Cristianismo. Ou admitimos o milagre, ou francamente confessar que nos encontrámos aqui perante um mistério inexplicável.

sábado, 26 de setembro de 2009

A Ressurreição de Cristo IV

"Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, e o Deus de Jacob? Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos."

Boa Leitura!

3. A TEORIA FANTÁSTICA. A vida física de Jesus não foi extinta, mas apenas esgotada somente, sendo restaurada pelos carinhosos cuidados de seus amigos e discípulos, ou (como alguns absurdamente adicionam) pela sua própria perícia médica, e após um breve período Ele calmamente morreu uma morte natural
219.
Josefo, Valerius Maximus, autoridades no campo psicológico e médico, recorreram a exemplos de tais aparentes ressurreições de um transe ou asfixia, especialmente no terceiro dia, que é suposto ser um ponto crítico da viragem para a vida ou putrefacção. Mas além de insuperáveis dificuldades físicas, como os ferimentos e perdas de sangue do coração trespassado pela lança do soldado romano, essa teoria falha absolutamente sobre a conta do efeito moral. Uma breve débil existência de Jesus com necessidade de cuidados médicos, e que encerra com a sua morte natural, com um enterro final, mesmo sem a glória do martírio no que concerne à crucificação, longe restaura a Fé dos Apóstolos, teria apenas no final, aprofundado a escuridão das suas almas
e conduzido-os para o absoluto desespero
220
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sábado, 19 de setembro de 2009

A Ressurreição de Cristo III

“Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá“ (João 11:25)

A Ressurreição será fraude?

Boa Leitura!

2. A TEORIA DA FRAUDE.
Os Apóstolos roubaram e esconderam o corpo de Jesus, e enganaram o mundo218.Esta infame mentira carrega a sua refutação em seu próprio rosto: Se para os soldados Romanos, que vigiavam a sepultura, a pedido expresso dos sacerdotes e fariseus, estavam dormindo, não poderiam ver os ladrões, nem proclamariam o seu crime militante; se eles, ou alguns deles, estivessem acordados, eles teriam impedido o roubo. Quanto ao, discípulos, eles estavam muito tímidos e abatidos no momento, para cometerem acto tão ousado, e eram muitos honestos para enganar o mundo. E finalmente uma auto-invenção falsa, não poderia dar-lhes a coragem e a constância da fé para proclamarem a ressurreição, com o perigo das suas vidas. Toda a teoria é um absurdo ímpio, um insulto ao senso comum e honra da humanidade.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A Ressurreição de Cristo II

"... creio na ressurreição da carne..." credo da Igreja

O autor trata a Ressurreição sobre o Ponto de vista Histórico..

Boa Leitura!


1. O ponto de visto HISTÓRICO, apresentado pelo os Evangelhos e acreditado pela Igreja Católica de toda a parte e dominação. A Ressurreição de Cristo foi na realidade um evento miraculoso, em harmonia com a sua prévia vida e personalidade, e no cumprimento da sua própria previsão. Foi uma reanimação do corpo morto de Jesus, com o retorno da sua alma do mundo espiritual, e erguendo o corpo com a alma do sepulcro para uma nova vida, que depois de repetidas manifestações aos fiéis durante um curto período de 40 dias, ascendeu ao céu em Glória. O objectivo das manifestações não era apenas para convencer os apóstolos pessoalmente da ressurreição, mas para torná-los testemunhas da ressurreição e arautos da salvação a todo o mundo216.
A verdade obriga-nos a admitir que existem sérias dificuldades em harmonizar os escritos dos evangelistas, e na formação de uma consistente concepção coerente da natureza de Cristo, da Ressurreição do corpo, pairando como se fosse entre o Céu e a Terra, e oscilando nos quarenta dias entre o natural e o sobrenatural com um corpo com carne e sangue, bem como com as marcas das chagas, e ainda tão espiritual como a aparecer e a desaparecer através das portas fechadas e visíveis para subir ao céu. Mas estas dificuldades não são tão grandes como os que são criados por uma negação do fato em si. A primeira pode ser mensurávelmente resolvida, este último não pode. Nós, não conhecemos todos os detalhes e as circunstâncias que poderão permitir-nos traçar claramente a ordem dos acontecimentos. Porém, entre todas as variantes que o grande facto central da ressurreição em si e as suas principais características “destacam-se ainda mais claro” 217. O período de quarenta dias são na natureza do caso a mais misteriosa na vida de Cristo, e transcende toda a experiencia Cristã ordinária. A Cristofania assemelha em alguns aspectos, a teofania do Antigo-Testamento, que foram concedidos alguns crentes, mas para o benefício geral. Em todo o caso o facto da ressurreição fornece a única chave para a solução do problema psicológico da repentina, radical e permanente mudança na mente e conduta dos discípulos, é a necessária ligação na corrente que liga a História antes e depois deste Evento. A sua Fé na Ressurreição era muito clara, muito forte, muito firme, muito eficaz para ser explicada de outra forma. Eles mostraram a força e a coragem da sua convicção no breve regresso a Jerusalém, o lugar do perigo, e fundada aí, sobre a face do sinédrio hostil, a Igreja Mãe da Cristandade.

sábado, 12 de setembro de 2009

A Ressurreição de Cristo

SE CRISTO NÃO RESSUSCITOU É VÃ A NOSSA FÉ.. I Coríntios 15:13-14, 17, 20

Agora vamos analisar com o autor, varias teorias históricas, sobre o facto da ressurreição, o maior acontecimento histórico, que mudou para sempre o rumo da humanidade. Mas uma coisa temos a certeza, SE CRISTO NÃO RESSUSCITOU É VÃ A NOSSA FÉ, mas será possível a ciência histórica negar o facto da Ressurreição, sem criar um maior milagre e ainda por cima anti-natural, que foi a expansão do Cristianismo! Este assunto terá algumas postagens..

Boa Leitura!

A Ressurreição de Cristo dos mortos, é relatada pelos quatro Evangelhos, ensinada nas Epístolas, acreditada por toda a cristandade, e comemorada em cada “Dia do Senhor”, como um histórico facto, como a Coroação milagrosa e Selo Divino de todo o Seu Trabalho, como o fundamento da esperança dos crentes, como o penhor das suas próprias ressurreições. É representada no Novo Testamento ambas como um acto do Pai Todo Poderoso, que levantou o seu Filho dos mortos208, e um acto do próprio Cristo, que tinha o poder de dar a sua vida e tomá-la outra vez209. A ascensão era a adequada conclusão da Ressurreição: A Vida Ressuscitada de Nosso Senhor, que é “A Ressurreição e a Vida,” não poderia terminar em outra morte na Terra, mas continuará na eterna glória no céu. Assim São Paulo diz que, “se Cristo ressuscitou dos mortos, não morre mais, A morte não tem mais domínio sobre Ele. Pois, na morte que teve, morreu para o pecado de uma vez para sempre, e na vida que tem, vive para Deus210.”
A Igreja Católica repousa na Ressurreição do seu Fundador. Sem este facto, a Igreja nunca poderia ter nascido, ou se nasce, Ela teria uma morte natural. O milagre da Ressurreição e da existência do Cristianismo estão, tão estritamente ligados que Eles devem permanecer ou cair em conjunto. Se Cristo foi levantado dentre os mortos, então todos os seus outros milagres são certos, e a nossa Fé é invencível, se Ele não ressuscitou, Ele morreu em vão e nossa Fé é vã. Foi só a sua Ressurreição que fez a sua morte disponível para a nossa expiação, justificação e Salvação, sem a sua Ressurreição, a sua morte seria o túmulo das nossas esperanças, mais ainda, estaríamos sob o jugo dos nossos pecados. Um Evangelho de um Salvador Morto seria uma contradição, e uma miserável desilusão. Este é o raciocínio de São Paulo, e sua força é irresistível211.
A ressurreição de Cristo, é portanto, enfaticamente uma questão teste sobre a qual depende a verdade ou falsidade da religião Cristã. Ou é o maior milagre ou desilusão que a História regista212.
Cristo havia predito tanto a sua Crucificação e a sua Ressurreição, mas a forma era como um empecilho para os Discípulos, este último um mistério que não podiam compreender até depois do evento213. Eles sem dúvida esperavam que Ele estabelecesse o seu Reino Messiânico na Terra. Daí a sua decepção e desapontamento após a crucificação. A traição de um dos seus próprios números, o triunfo da hierarquia, a inconstância das pessoas, a morte e o sepultamento do seu Amado Mestre, tinham em poucas horas rudemente tirado as suas Messiânicas esperanças e expôs-lhes o desprezo e o ridículo de seus inimigos. Por dois dias estiveram a tremer à beira do desespero. Mas no terceiro dia, eis que os mesmo Discípulos tiveram uma reviravolta completa do desânimo à Esperança, da timidez à Coragem, da dúvida à Fé, começando a proclamar o Evangelho da Ressurreição em face de um Mundo descrente e com o perigo das suas Vidas. Esta revolução não foi isolada, mas geral entre eles, no entanto não foi o resultado de uma credulidade fácil, mas trouxe a despeito dúvida e hesitação214. Não foi superficial e momentânea, mas radical e duradoura, afectando, não só os Apóstolos, mas toda a História do Mundo. Chegou mesmo ao líder da perseguição, Saulo de Tarso um dos mais claros e fortes intelectos, convertendo-o para um Fervoroso Devoto e Fiel Campeão deste mesmo Evangelho até à hora do seu martírio.
Este é um facto patente a todos os leitores dos capítulos finais do Evangelho, e é livremente admitida mesmo pelos mais avançados cépticos215.
A questão agora levantada é sobre se esta interior revolução, na vida dos Discípulos, com os seus efeitos incalculáveis sobre a fortuna da Humanidade, pode ser explicada racionalmente, sem a correspondência extrínseca revolucionária da História de Cristo, em outras palavras, se a Fé professada dos Discípulos no Cristo ressuscitado foi verdadeira e real, ou uma hipócrita mentira, ou um auto-engano honesto.
Existem quatro possíveis teorias que têm sido tentadas de novo e de novo, e defendidas com toda a aprendizagem e engenho, que pode ser convocados para a sua ajuda. Questões Históricas não são como problemas Matemáticos. Nenhum argumento em favor da Ressurreição aproveitar-se-á com os críticos que começaram logo com o pressuposto filosófico que os milagres são impossíveis, e ainda menos com aqueles que negam não só a ressurreição do corpo, mas até a imortalidade da alma. Mas os factos são teimosos, e se uma hipótese crítica pode ser provada psicologicamente e historicamente impossível e não razoável, o resultado é fatal para a filosofia que está subjacente à hipótese crítica. Não é o trabalho do Historiador, construir uma História a partir de noções preconcebidas e ajustá-las ao seu próprio gosto, mas ao reproduzi-lo através das melhores evidências históricas e deixar que esta fale por si.